segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DO COMEÇO AO FIM

Finalmente tive a oportunidade de conferir o tão famoso filme sobre os dois irmãos gays. Afinal, há pelo menos meio ano que eu vinha ouvido falar dele, e a estreia dele sempre sendo adiada.

A história é meio chocante para alguns, porque envolve homossexualidade e incesto. Apenas porque os irmãos, quando pequenos, estão sempre abraçados, dormindo juntos ou se beijando no rosto. Fora esses temas, o filme não tem nada de tão fora do comum, e nem mesmo a relação incestuosa parece incomodar o restante do elenco.




Pra quem fica reclamando que não existe beijo de homem na televisão, isso o filme tem sobrando. O  problema é que, depois que os irmãos crescem e assumem que estão apaixonados, o filme emperra e não sai  mais do lugar, nem mesmo quando Tomás, que é campeão de natação, viaja à Rússia para treinar para as Olimpíadas e tem que ficar por três anos longe do irmão-namorado. Ou quando Fernando quase trai Tomás com uma pistoleira que conheceu na balada.




A real é que se trata de um filme morno, quase sem história e com um roteiro cheio de furos. Eu não entendi o que Louise Cardoso estava fazendo no filme, se era parente ou babá. Muito menos aquela cena da personagem de Júlia Lemmertz (chata e com a cara mesma cara chorosa de sempre), já morta naquela altura do filme, aparecendo nadando na praia com os irmãos. Igualmente inexplicável é a cena dos dois irmãos dançando pelados numa casa de tango, se é real ou se trata de um sonho. No final, ficou claro que o filme teve problemas com a edição. Se fosse uma história de incesto entre irmãos heteros, passaria despercebida.

O que o filme tem de bom é mostrar uma história de amor entre pessoas do mesmo sexo com final feliz. Só por isso, vale a pena assistir.

Update: essa veio de um twitteiro que deve ter realmente odiado o filme: Direção de arte que imputa a possibilidade de um Apple não ter cam não faz de Do Começo Ao Fim "apenas ok". Faz um desastre!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

QUADRINHOS

Vou fazer um resumão dos quadrinhos que li ultimamente:

Turma da Mônica Jovem #15 - Os Monstros do ID





O fato do personagem Louco (que agora atende por Professor Licurgo) se curar - mesmo que não totalmente - e ainda virar professor o transformou no personagem mais surreal dessa nova série. Ele é o fio condutor dessa história, totalmente cerebral, que fala do lado ruim de cada pessoa. O lado ruim da Mônica se separou dela e agora está causando, fazendo mal principalmente ao Cebola, a ponto de difamá-lo perante toda a escola. Com a ajuda do Licurgo, ela vai ter que deter este monstro e desfazer todo mal que ele causou. Mais uma história que prende a atenção.

Luluzinha Teen #5 e #6



A história em quadrinhos mais oportunista da atualidade entrou na segunda "temporada". E mais forçada do que nunca. E a distorção dos personagens continua: dessa vez os afetados foram a Turma da Zona Norte, que agora são os Zangões da Zona Norte e virou uma quadrilha de motoqueiros. Zico, o único personagem que tinha nome, deixou de ser um marmanjão e parece mais um playboy que deixou de tomar surra quando era criança.

Agora a história envolve um festival de rock em outra cidade, onde a banda do Bola vai tocar. Roubaram todo o dinheiro da bilheteria, e o culpado mais óbvio é a quadrilha. Até que Zico, fugindo da polícia, vai pedir ajuda justamente à Lulu, que mais uma vez resolve bancar a justiceira. Tem até uma referência a Belchior, assunto em voga na época, com um músico bigodudo sumido há anos.

Parece que se assustaram com a polêmica e dessa vez a Aninha não mostrou nenhuma tendência lésbica - a não ser uma intimidade com a Jasmin maior que a de costume. Dessa vez ela está experimentando drogas virtuais, uma coisa do jogo Katana que lhe dá poder maior que o normal e com certeza (pra variar) vai lhe causar problemas no mundo real. Longo bocejo...

Turma da Mônica Jovem Extra #1 - O Segredo do Acampamento



Apesar de algumas falhas, a revista estava indo muito bem. Mas parece que é preciso agradar a gregos e troianos, e resolveram colorir a versão teen. Até aí nenhum problema, ficou ótima a cor. O problema é a história, que além de fraca, caberia muito bem na turma da Mônica tradicional. É a velha fórmula do acampamento com algum mistério envolvido. É assim: somem vários personagens, todos masculinos. A monitora do acampamento, que é tudo menos humana, tem culpa no cartório. É só mais uma reedição da velha e batida lenda das sereias. Pronto, falei o final.

Tina #6

Como eu tou gastando demais em revistas, resolvi não acompanhar essa nova Tina, que agora é núcleo adulto do Maurício de Sousa. Aí vem toda a celeuma causada pelo Caio, um personagem gay. Pronto, tive que comprar.

Como eu conheço Turma da Mônica não é de hoje, eu já sabia que a história seria muito discreta e não levantaria bandeiras. Mesmo assim, já foi alvo de preconceito, principalmente de sites evangélicos - para os quais a única coisa que as crianças deveriam ler é Smilinguido, a formiguinha crente.



O Caio, na verdade, é somente um amigo gay. A história mesmo é da Tina, que se envolve num grande mal-entendido e quase perde o namorado, que acha que ela o está trocando pelo Caio, até descobrir que ele é gay. Mas tudo é subentendido, é o leitor quem deve tirar esta conclusão. O tema principal é a amizade, e não a homossexualidade. O que vai acontecer com este personagem, se ele vai continuar, vai depender da receptividade.

E por fim:



Ok, isso não é sério, não passa de zoeira. Mas seria medonho se alguém mesmo resolvesse levar a sério...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

BLECAUTE



Av. Paulista, ontem, por volta das 23h. A imagem diz tudo.

Ontem passei por um tremendo sufoco, que só não foi pior porque eu trabalho relativamente perto de casa.

Saindo do trabalho pro ponto de ônibus, só vi as luzes do prédio piscando e a rua às escuras. Como a confusão tinha acabado de começar, foi fácil pegar ônibus. Mas à medida que o busão foi avançando pela Paulista, é que fui ver o tamanho da encrenca. Tudo apagado, muita gente na rua, tumulto geral.
Peguei o telefone e liguei para o pai do namorado, que disse que no bairro dele estava sem luz. Em seguida, pra minha mãe na Champs-Elysées. Por lá, também tudo apagado. Ou seja, a coisa foi feia mesmo, e em mais de um estado.

Na Paulista, a confusão era tanta que não dava nem pra atravessar a rua. Consegui pegar o segundo ônibus, que ainda bem que estava vazio. Desci perto de casa, e lá fui eu subir de escada. Consegui chegar em casa. Agora que estava em casa, que diabos eu ia fazer sem luz? Tinham umas salsichas na geladeira. Mas e pra ligar o fogão? Não tinha fósforos em casa, apenas um isqueiro. E eu tenho pavor de isqueiros, por incrível que pareça não sei usá-los e me assusto com o fogo. Com muito sacrifício, consegui esquentar as salsichas e comê-las com ketchup. De sobremesa, meio pacote de bolachas recheadas de chocolate que estavam sobrando na mesa.


E São Paulo fica muito estranha quando falta luz.

Na boa, odeio quando falta luz. E blecautes, eu odeio mais ainda - e odeio especialmente quem inventou o termo "apagão". Fiquei passando nervoso por horas dentro de casa, sem ter o que fazer, tentando dormir com todas as janelas abertas para refrescar. Banho, com chuveiro frio? Bem que eu tentei, mas acabei tomando "banho de gato". Consegui me refrescar e fui pra cama. E foi só às 4:15 da manhã de ontem que a luz voltou. Por volta de 10 da manhã, o namorado ligou - de Paris - já sabendo do ocorrido. Conversamos um pouco. Depois dormi tanto que quase perco a hora do serviço.

Ontem foi a ressaca do blecaute. Fui lanchar na padaria perto do serviço, nem água eles tinham...

sábado, 7 de novembro de 2009

WINDOWS SEVEN

De todos os Windows que eu já usei até hoje, nenhum me deu tanto trabalho para instalar e configurar quanto o Windows Seven. E só eu inventei de instalar por dois motivos: queria me livrar do Windows Vista (nunca gostei dele) e porque como eu trabalho com isso, preciso pelo menos conhecer a ferramenta. Mas para deixá-lo do jeito que eu gosto, precisei ralar um pouco.



Já nas primeira e segundas vezes em que tentei instalá-lo, dei de cara com uma barreira: ele não funcionava com o Time Capsule, um roteador wireless da Apple que também é um HD externo. A internet funcionava mas o HD não, pedia senha e dava "erro 86". Pesquisei nos fóruns e descobri uma maneira de fazê-lo funcionar, mexendo no registro. Tudo bem, eu sou da área e estou acostumado a mexer. Agora, imagina o infeliz que não manja nada ter que mexer nisso...

Outra barreira: não tem mais cliente de e-mail. Coitado do cara que a vida inteira só usou Outlook Express e agora fica só com um backup do que tinha antes... Como faz dois anos que eu não uso Outlook, pouco me importa, instalei o Thunderbird. E a barra de acesso rápido (quick lauch)? Foi substituída por um tal "pin". É assim: clica no programa aberto com o botão direito e ele pode ficar "pendurado" na barra de tarefas, e se expande quando é aberto. Fala sério... e o botão do desktop foi parar do outro lado do relógio, imperceptível. Mais uma vez tive que correr pros fóruns e fazer o quick launch voltar a aparecer. E a pior foi o Live Messenger (ex-MSN), da própria Microsoft,  ocupar duas janelas da barra de espaço toda vez que é aberto. Lá fui eu de novo pros fóruns para saber como fazer voltar a aparecer aquele bonequinho do lado do relógio. No final, foi fácil: enganar o Seven e fazer com que o programa rodasse como se ainda tivesse o Vista instalado.

E ainda, fiquei procurando uma dica de como deixar o menu Iniciar mais parecido com o que era. Mas é uma gambiarra tão grande que resolvi me acostumar do jeito que ele está. Mas sem o Aero Peek, que polui demais a tela.

É claro que se você for olhar a maravilhosa ajuda do Windows, verá que diz apenas os itens supracitados "não estão incluídos com esta versão do Windows". E pronto. É assim e acabou, se você não gostou, paciência. Eu que conheço as esquisitices da Microsoft há muito tempo, procurei saber logo como driblá-las.

 E sinceramente, não vi nada de tão espantoso nesse Windows Seven.